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Como a Europa foi separada?

A separação da Europa é geralmente entendida como referindo-se às divisões políticas, económicas e sociais que surgiram entre as partes oriental e ocidental da Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Aqui estão os principais fatores que levaram à separação da Europa:

1. Diferenças ideológicas: O principal factor que separou a Europa foi a profunda divisão ideológica entre as democracias capitalistas ocidentais e os estados socialistas orientais. Os países do Ocidente, alinhados com os Estados Unidos, adoptaram princípios democráticos, economias de mercado livre e liberdades individuais. Por outro lado, os países do Leste, alinhados com a União Soviética, abraçaram o comunismo, centralizaram o controlo estatal da economia e restringiram os direitos políticos.

2. Cortina de Ferro: A divisão física entre a Europa Oriental e Ocidental ficou conhecida como Cortina de Ferro, um termo cunhado por Winston Churchill em 1946. A Cortina de Ferro representava o desejo da União Soviética de controlar os seus estados satélites da Europa Oriental e isolá-los das influências ocidentais. Isto resultou na separação física e fortificação das fronteiras, dificultando as viagens e a comunicação entre o Oriente e o Ocidente.

3. Política da Guerra Fria: A Guerra Fria, a rivalidade global entre os Estados Unidos e a União Soviética que durou de meados da década de 1940 ao início da década de 1990, desempenhou um papel crucial na solidificação da separação da Europa. Os países da Europa Oriental eram vistos como parte da esfera de influência da União Soviética e o Ocidente procurava impedir a propagação do comunismo. Isto levou à formação de alianças militares como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Ocidente e o Pacto de Varsóvia no Oriente.

4. Disparidades econômicas: À medida que a Guerra Fria avançava, as disparidades económicas entre a Europa Oriental e Ocidental tornaram-se cada vez mais evidentes. Os países ocidentais registaram um rápido crescimento económico e um aumento dos padrões de vida. Em contraste, as economias da Europa Oriental debateram-se com um planeamento central ineficiente, atrasos na inovação e escassez de bens de consumo. Estas diferenças acentuaram ainda mais a separação da Europa e alimentaram o desejo de mudança nos países do Bloco de Leste.

5. Violações dos direitos humanos: A falta de liberdade política e as violações dos direitos humanos nos países do Bloco de Leste suscitaram críticas e descontentamento tanto dentro como fora da região. A dura repressão da dissidência política e as limitações às liberdades civis criaram tensões entre os governos da Europa Oriental e os seus cidadãos.

6. Fim da União Soviética: O colapso da União Soviética em 1991 marcou um ponto de viragem na separação da Europa. Com a dissolução da União Soviética, os países da Europa Oriental ganharam a sua independência e começaram a transição para a democracia e economias baseadas no mercado. A queda do Muro de Berlim em 1989 já tinha assinalado o início do fim da divisão da Europa.