Por que algumas partes do oceano mudam na primavera e outras não?
Mudanças sazonais na perda de calor superficial e na radiação solar:
- Na primavera e no outono, o Hemisfério Norte passa por uma transição do inverno para o verão e vice-versa. Estas mudanças sazonais nas condições atmosféricas levam a variações significativas na perda de calor superficial e na radiação solar recebida.
- Durante o inverno, a perda de calor superficial é máxima, fazendo com que a água superficial esfrie e se torne mais densa. Isto cria uma estratificação instável, onde a água mais densa fica acima da água menos densa.
- Na primavera, à medida que o clima aquece, a perda de calor superficial diminui e a radiação solar aumenta. O aquecimento e o resfriamento reduzido levam a um aumento gradual na densidade da água superficial.
- Contudo, em certas bacias ou regiões oceânicas, a combinação de perda de calor, mistura de vento e entrada de água doce pode não ser suficiente para superar a diferença de densidade entre águas superficiais e profundas. Isto resulta na persistência de uma estratificação de densidade estável, impedindo a mistura vertical completa.
- Como resultado, apenas as regiões onde a densidade da água superficial se torna semelhante à densidade das águas mais profundas sofrem reviravoltas nas nascentes, misturando as camadas superiores e conduzindo água rica em nutrientes para a superfície.
Regiões de reviravoltas na primavera:
- Ressurgência Costeira:As reviravoltas da Primavera estão frequentemente associadas a eventos de ressurgência costeira. À medida que os ventos sopram sobre a superfície do oceano, eles geram correntes costeiras que puxam para cima a água fria e rica em nutrientes. Este processo de ressurgência pode ocorrer durante todo o ano em algumas regiões (como a Corrente da Califórnia), mas é particularmente pronunciado na primavera devido ao aumento da velocidade do vento.
- Bacias oceânicas de latitudes médias:Em certas bacias oceânicas de latitudes médias, como o Atlântico Norte e o Pacífico Norte, as reviravoltas da primavera ocorrem em áreas localizadas, impulsionadas por condições atmosféricas e padrões de vento específicos.
Regiões sem reviravoltas na primavera:
- Oceanos profundos e estratificados:Em regiões com oceanos profundos e altamente estratificados, como os trópicos e o Mar Mediterrâneo, a diferença de densidade entre águas superficiais e profundas é mais significativa. Esta forte estratificação impede a mistura vertical completa, mesmo com mudanças sazonais.
- Regiões Polares:Nas regiões Ártica e Antártica, as águas superficiais permanecem frias e densas durante todo o ano devido ao clima frio persistente. Isto evita o aquecimento significativo da superfície e alterações de densidade durante a primavera, resultando em capotamentos limitados.
Em resumo, a ocorrência de reviravoltas na primavera em certas partes do oceano depende de um delicado equilíbrio entre perda de calor superficial, mistura de ventos, entrada de água doce e estratificação de densidade existente. Quando estas condições são satisfeitas, podem ocorrer reviravoltas na primavera, conduzindo água rica em nutrientes para a superfície e apoiando a produtividade marinha. Contudo, em regiões onde estas condições não são favoráveis, não ocorrem reviravoltas nas nascentes e a coluna de água permanece estratificada.
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