Por que a Etiópia tem um governo constitucional?
A Etiópia tem uma longa história de governo monárquico centralizado. No entanto, em meados do século XX, cresceram as pressões por reformas democráticas e os apelos a um governo constitucional. A monarquia enfrentou vários desafios, incluindo instabilidade económica, agitação política e exigências crescentes por maior representação.
2. Constituição de 1931:
A primeira constituição da Etiópia foi elaborada em 1931, durante o reinado do imperador Haile Selassie. Estabeleceu uma monarquia constitucional e providenciou um parlamento, mas o imperador manteve um poder significativo. Apesar deste alcance limitado, marcou um passo em direção ao constitucionalismo.
3. Regime Derg e Constituição de 1987:
Em 1974, uma junta militar conhecida como Derg derrubou o imperador Haile Selassie e estabeleceu um estado socialista. O Derg introduziu uma nova constituição em 1987, que declarou a Etiópia um estado socialista e estabeleceu um sistema de partido único. No entanto, o governo do Derg foi marcado por violações dos direitos humanos e má gestão económica.
4. Constituição de 1994 e Transição para a Democracia:
Em 1991, o regime Derg foi derrubado pela Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (EPRDF), uma coligação de partidos políticos de base étnica. A EPRDF estabeleceu um governo de transição e redigiu uma nova constituição em 1994. Esta constituição estabeleceu uma república democrática federal com um sistema parlamentar de governo.
5. O Marco Constitucional Atual:
O actual quadro constitucional da Etiópia baseia-se na constituição de 1994, que garante os direitos e liberdades fundamentais, estabelece a separação de poderes entre os poderes executivo, legislativo e judicial e reconhece o direito à autogovernação para vários grupos étnicos. A constituição também prevê um parlamento bicameral, composto pela Câmara dos Representantes do Povo e pela Câmara da Federação.
6. Desafios e Desenvolvimentos:
Embora o governo constitucional da Etiópia represente um passo significativo no sentido da democratização, o país tem enfrentado desafios na implementação e defesa dos princípios constitucionais. Estes desafios incluem uma história de regimes autoritários, conflitos étnicos e, por vezes, restrições aos direitos políticos e civis. No entanto, o compromisso com a governação constitucional continua a ser um aspecto fundamental do sistema político da Etiópia, e estão em curso esforços para fortalecer as instituições democráticas e promover a inclusão e o respeito pelos direitos humanos.
Em conclusão, o governo constitucional da Etiópia é o resultado de uma evolução histórica, impulsionada pelo desejo de reformas democráticas, pela necessidade de enfrentar os desafios políticos e económicos e pelo compromisso de estabelecer uma república democrática federal que garanta os direitos e liberdades de todos os cidadãos.
África
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